Noticia De Última Hora: Luís Filipe Vieira
O candidato a presidência do Benfica Luís Filipe Vieira disse que tem capacidade de erguer o Benfica, e critica o presidente Rui Costa.

O treinador português José Maurinho vai continuar no Benfica se o candidato a presidência do clube SLB Benfica vencer as eleições, decralou em entrevista exclusiva ao desportoaominuto:
Qual a razão para ter apresentado esta candidatura à presidência do Benfica, depois de ter dito que não voltaria ao clube?
Infelizmente, verifiquei que o futuro do clube está ameaçado. Os alarmes dispararam e é preciso voltar, não em nome do passado e de tudo o que fiz, mas em nome do futuro. Para continuarmos a ter futuro. Os últimos anos mostraram que não existe visão estratégica nem capacidade de execução. Vejo um Benfica a perder influência nos centros de decisão. Repare-se: em 2021 o clube tinha estabilidade financeira e um património consolidado. Hoje, temos mais dívidas, infraestruturas degradadas e muitas desilusões recentes a nível desportivo. Sou candidato para, entre outras coisas, evitar que todos estes problemas se transformem numa nova crise tão grave como a de finais dos anos 90, para inverter este fracasso desportivo, para recuperar, mais uma vez, o clube do ponto de vista financeiro, e para dar aos benfiquistas do presente e do futuro um clube que nos orgulhe.
No que a sua candidatura difere das restantes, nomeadamente da de Rui Costa?
A minha candidatura distingue-se em três pontos fundamentais: experiência, visão e método. Primeiro, já demonstrei ao longo de quase duas décadas que tenho capacidade de erguer o Benfica. Construímos o estádio, o Caixa Futebol Campus, o museu, liderámos na negociação dos direitos televisivos e voltaremos a fazê-lo. Fomos o primeiro clube português a ter um canal de televisão, reforçámos o património e devolvemos títulos e credibilidade. Irei apresentar um programa estruturado, com objetivos claros e bem definidos para os próximos quatro anos. Para além disso, tenho pensado um modelo baseado em transparência completa para com os sócios.
Qual seria a primeira medida que implementaria no Benfica caso volte a ser presidente?
Sem dúvida que temos de olhar para as contas e definir um plano de curto e médio prazo que nos permita garantir a sustentabilidade financeira, sem hipotecar a componente desportiva. Creio que essa deve ser a prioridade. Depois, voltar a olhar para o Seixal de forma séria, sob pena de hipotecarmos o futuro do clube.
Existem seis candidatos nestas eleições. Isto é um bom ou mau sinal para o futuro do Benfica?
É sinal de vitalidade democrática. O Benfica é um clube enorme, é normal que, havendo um sentimento geral de que as coisas precisam de mudar, que apareçam pessoas com esse objetivo. Acima de tudo, quem for eleito terá de ter o apoio dos sócios e honrar essa aposta.
Acredita que a existência de debates é algo benéfico para os sócios?
Nesta fase da campanha, com tantos candidatos, não seria saudável. Perderíamos o foco do que é essencial e não seriam discutidas ideias concretas para o futuro do clube. Numa segunda volta, poderá fazer sentido, num modelo que sirva para apresentar projetos e não para ataques pessoais.
Recentemente fez críticas a Pedro Proença. Que relação deve ter o presidente do Benfica com o presidente da FPF?
O presidente do Benfica deve ter com o presidente da FPF uma relação institucional, respeitosa, mas firme. Não admitirei subserviência. Sempre que os interesses do Benfica forem postos em causa, o presidente tem de intervir e defender o clube. A relação deve ser de diálogo e cooperação, mas nunca de submissão. Quero um Benfica respeitado nas instâncias, com voz ativa no futebol português e europeu. O apoio cego com que o Benfica ajudou a eleger Pedro Proença foi um erro que já estamos a pagar. É preciso um líder que se dê ao respeito, e esse líder não é Rui Costa.








